O balcão interno
É o coração da casa: você pede ali, vê o café sendo preparado e conversa com as baristas enquanto espera. Muita gente chega pra um espresso rápido e acaba ficando pra um segundo — culpa do papo.
Desde julho de 2017 no Città America
Antes do primeiro espresso, o Beco era só uma vontade: trazer pro Rio o jeito australiano de fazer cafeteria, com casa pequena, café como protagonista e conversa no balcão. A história começa em 2015, do outro lado do mundo.
Onde tudo começou
Em 2015, Felipe Bruzzi foi morar na Austrália e descobriu que, por lá, cafeteria funciona de outro jeito. Em Melbourne, as casas são pequenas, o cardápio é curto e quem prepara a bebida conhece o grão de trás pra frente. O café não divide atenção com nada.
Foi ali que ele viu o flat white servido em cada esquina e o barista que sabe o pedido do freguês antes de ele abrir a boca. Sem show, sem firula. Café bem feito todo dia, num balcão que vira ponto de encontro do bairro.
Por que a gente não tem um lugar assim no Rio?
A pergunta voltou pro Brasil junto com ele. Faltava alguém que topasse responder.
De volta ao Rio
Em julho de 2017, Felipe Bruzzi abriu o Beco na Barra da Tijuca sozinho, com um combinado simples: aqui, o foco seria 100% no café.
Na prática, isso significou dizer não a muita coisa. O Beco nunca teve cozinha nem quis ter. Tem cookie, brownie, torta basca, pão de queijo: comidinha escolhida a dedo pra acompanhar o café, e só. Cardápio enxuto sempre fez parte do plano.
Bruno Campos entrou pro time em 2025 e virou sócio em janeiro de 2026 — hoje é ele quem toca o Beco ao lado do Felipe.
O espaço
É o coração da casa: você pede ali, vê o café sendo preparado e conversa com as baristas enquanto espera. Muita gente chega pra um espresso rápido e acaba ficando pra um segundo — culpa do papo.
Lá fora, cinco mesinhas pra quem quer sentar sem pressa: ler, colocar a conversa em dia ou simplesmente deixar o café render enquanto o Città America acorda.
Junto com o café, é a alma do Beco. Casa pequena tem dessas: a gente chama o cliente pelo nome, lembra como você toma o seu e avisa quando chega grão novo no moinho.
Quem faz
Aqui não tem equipe grande: é essa turma que abre a porta, liga o moinho e recebe você de segunda a sexta.
Felipe Bruzzi fundou o Beco em 2017, com a ideia trazida da Austrália. Bruno Campos entrou pro time em 2025 e virou sócio em janeiro de 2026. Passe num dia de semana que é bem capaz de você encontrar um dos dois pelo balcão.
Do outro lado do balcão, quem cuida da sua bebida são elas. Maíra e Isabela calibram o moinho, tiram o espresso e sabem tudo do grão da vez. Pergunta pra elas qual é o filtrado do dia.
O que tem no moinho
Café bom começa muito antes da xícara. Todos os grãos servidos no Beco são da Pandora Roasters, torrefação daqui do Rio que garimpa microlotes de pequenos produtores pelo Brasil e acompanha a gente torra a torra.
E tem um detalhe que os clientes antigos já conhecem: de vez em quando aparece por aqui um grão internacional, os famosos “gringos”, trazidos por amigos, clientes e pelos próprios sócios. Quando um entra no moinho, a gente conta primeiro no Instagram.
De segunda a sexta, das 8h às 17h, tem café passando e história rolando no Città America. Vem tomar um flat white e conferir o capítulo de hoje.
Visite o Beco